sábado, 2 de agosto de 2014

MAPAS - ERIVELTO REIS



Em que terras porei meus pés,
Quando tudo o que sei flutua?
A luz da lua, fase a fase,…
A existência protegida
Num tempo que ninguém
Quer que passe.
Em que oceano
Afogarei meus olhos?
Retina que vê ausência,
Embaçada de incoerência,
Rumor que mais maltrata
Do que salva.
Olhar de cachoeira,
Cascata e catarata:
Um fio d’água e de voz,
Córrego que escorre nós…
Barco naufragado na foz!
Apenas rio…
Apenas mar,
Lagoa…
Em que porto
Terminam meus dias,
Quando tudo o que digo
(E o que não digo)

Magoa?

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